Nota assinada por capitais do RS, SC e RJ desestimula uso de remédio liberado pelo Ministério da Saúde para Covid-19 | Rio Grande do Sul
Nota assinada por capitais do RS, SC e RJ desestimula uso de remédio liberado pelo Ministério da Saúde para Covid-19 | Rio Grande do Sul


Segundo a nota, “não há evidência de benefício na utilização em humanos de drogas com possível efeito antiviral”. Entre elas, o grupo elenca, além da cloroquina e da hidroxicloroquina, a azitromicina, a amoxicilina com ou sem clavulanato e a ivermectina, ou quaisquer associações entre elas.

O risco, conforme o grupo, é de aumentar problemas cardíacos nos pacientes com coronavírus.

“Dentre os riscos impostos, inclui-se a incidência de arritmias cardíacas causadas pelas quinoleínas (cloroquina e hidroxicloroquina), especialmente em associação com a azitromicina, devido à ação destas drogas no sistema de condução cardíaco. Outros riscos ou danos incluem a neurotoxicidade, no caso da ivermectina, e efeitos gastrointestinais como a diarreia, no caso da azitromicina”, conclui a nota.

O grupo recomenda, para as primeiras 48 horas, o uso de oseltamivir para casos de síndromes gripal ou respiratória aguda grave. E, antes disso, o distanciamento social para toda população, bem como uso de máscaras caseiras e higienização constante das mãos e objetos.

Uma portaria do Ministério da Saúde, publicada nesta quarta-feira (20), autorizou o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para casos leves de Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS). Antes, era permitida somente em situações avançadas.

A medida foi entendida pelo governo estadual como uma recomendação, e não deve alterar os protocolos da utilização do medicamento no Rio Grande do Sul. “Decisão é do médico”, disse o governador Eduardo Leite.



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